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Nossa Senhora dos Navegantes: origem, história e cultura

Parte do calendário oficial de algumas cidades brasileiras, o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes é uma das festividades mais populares dessas regiões.

A data está profundamente ligada à história e à cultura dos locais, especialmente em municípios com forte relação com rios, lagos e mar, como Porto Alegre, por exemplo.

O que você precisa saber

  • A devoção surgiu na Europa e chegou ao Brasil com a colonização portuguesa.
  • Em cidades como Porto Alegre, a data tornou-se feriado municipal por sua ligação histórica com a navegação.
  • Hoje, a celebração ultrapassa o aspecto religioso e se mantém como uma tradição cultural que conecta gerações.
Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes
Crédito: Jorge Leão/Brasil de Fato RS

A origem da festa

A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes surgiu na Europa ainda na Idade Média, especialmente em Portugal e Espanha, no período das grandes navegações.

Assim, nesse contexto, ela recebeu o título de “Estrela do Mar”, ficando conhecida como protetora dos navegantes, como marinheiros e pescadores, durante as travessias marítimas.

Com a colonização portuguesa, essa devoção veio para o Brasil e se adaptou à realidade local. Em regiões com rios ou próximas ao litoral, ela passou a ser associada a todas as águas, não somente ao mar, tornando-se uma referência para comunidades que dependiam da navegação para trabalho, transporte e comércio.

Além disso, Nossa Senhora dos Navegantes também é popularmente associada a Iemanjá, orixá de religiões de matriz africana, sendo as duas festas celebradas no dia 2 de fevereiro.

Por que é feriado em algumas cidades?

Ao contrário de outros feriados de alcance nacional, o dia de Nossa Senhora dos Navegantes é um feriado municipal. Ou seja, depende da história e da tradição de cada cidade.

Dessa forma, em locais onde a devoção tem grande adesão popular, a data foi incorporada oficialmente ao calendário.

Em Porto Alegre, por exemplo, é feriado. Como a cidade, de colonização açoriana, se desenvolveu às margens do Guaíba, a relação com as águas sempre fez parte da identidade da capital gaúcha.

Apesar disso, Nossa Senhora dos Navegantes não é a padroeira oficial do município, mas é considerada a “padroeira afetiva” pelos porto-alegrenses.

A procissão em Porto Alegre

Na capital gaúcha, a festa em homenagem à santa já acontece há mais de 150 anos. E um dos momentos mais marcantes da data é a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, sendo a maior festa religiosa da cidade.

Tradicionalmente, a imagem é conduzida em um percurso que reúne milhares de pessoas, não apenas por devoção, mas também como forma de celebração coletiva e preservação da tradição. Em 2020, foram mais de 400 mil pessoas.

Assim, mais do que um ato religioso, a procissão se tornou um evento cultural, reunindo moradores da cidade e visitantes. Ela representa continuidade, pertencimento e memória, conectando gerações em torno de um mesmo ritual.

Uma tradição que atravessa o tempo

Hoje, mesmo para quem não tem vínculo religioso, o feriado é visto como um momento simbólico importante, que reforça a cultura local, movimenta a cidade e mantém vivas práticas que atravessaram séculos.

Assim, o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes pode ser compreendido como uma combinação de história, cultura e tradição popular.

Ele representa a forma como uma cidade constrói sua identidade ao longo do tempo, transformando costumes antigos em marcos coletivos que seguem presentes no cotidiano urbano.


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