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Crédito Real antecipa planos em decorrência da pandemia: confira a entrevista concedida a ACPA

A atualização semanal das regiões por cores de bandeiras através do sistema de distanciamento controlado está exigindo rapidez e atenção redobrada dos empresários na adequação do sistema de trabalho. Foi o que aconteceu na Crédito Real Imóveis e Condomínios S/A, conforme relata o diretor superintendente, Carlos Eduardo Ruschel. Segundo o empresário, no primeiro decreto para o fechamento dos estabelecimentos, foram 48 horas para colocar a empresa inteira em home office. No último decreto, foram quatro horas, e todos voltaram novamente para o trabalho em casa.

A percepção de que algo diferente estava por vir aconteceu dias antes do primeiro anúncio de suspensão das atividades econômicas no Estado. Com um filho morando no exterior, os relatos do que estava acontecendo por lá anunciavam que a doença chegaria ao Brasil e mudaria a rotina de todos. “As informações que vinham me deixaram em alerta. Começamos a nos informar sobre distanciamento, higienização, quantidade de pessoas, etc. Isso foi bem no começo da chegada das notícias sobre o Coronavírus”, esclarece o diretor.

Iniciou-se, então, o processo de adoção das medidas, sinalização dos ambientes e desativação de alguns elevadores em determinadas unidades. O uso do álcool gel já era usual na empresa como prevenção à gripe no inverno e, conforme dito pelo superintendente, as medidas foram colocadas em prática por poucos dias. Logo em seguida, veio o primeiro decreto.

Ainda dentro das adequações na rotina de trabalho, mediante a instabilidade do cenário, a empresa, além da questão tecnológica, disponibilizou cadeiras, mesas e computadores para atender e melhorar as condições de trabalho em casa a seus colaboradores. “Toda a assistência e manutenção do sistema é feita remotamente. Fizemos o desvio de ramais, onde há uma central que recebe as ligações e faz a transferência das ligações para os funcionários”, explica Carlos Eduardo Ruschel.

Porém, o maior desafio estava além das adaptações na estrutura física, pois havia outro fator tão importante quanto: o engajamento dos funcionários. O diretor lembra que a Crédito Real tomou algumas atitudes na conduta dos processos, como implementação de reuniões virtuais rápidas na primeira hora da manhã com as equipes, onde a motivação e o engajamento são os principais fatores desenvolvidos, além do apoio na resolução de alguma dificuldade na execução das atividades. Também, foi contratada uma fisioterapeuta para realizar ginástica laboral por videoconferência três vezes por semana com os colaboradores. “Realizamos algumas ações de engajamento como festas online, happy hour virtual e festa à fantasia. Fizemos para tentar manter a equipe unida, mesmo com a distância”, explica o gestor.  

Durante a primeira fase do isolamento social foi desenvolvida também uma série Webinar – termo usado para nomear conferências, reuniões ou seminários realizados pela Internet de forma privada ou aberta ao público – onde o diretor-superintendente apresentou as atualizações do que estava sendo realizado com o máximo de detalhes. “Tivemos a participação de quase 500 pessoas. Criando uma sinergia mesmo tendo todo mundo à distância”, lembra Carlos Eduardo Ruschel.

Preparativos para uma nova retomada das atividades

Quando o governador Eduardo Leite começou a falar sobre o modelo de distanciamento controlado a Crédito Real criou o Comitê da Retomada, composto por uma pessoa de cada departamento, dois diretores e um funcionário da área de suplementos. Com base no protocolo divulgado pelo Governo do Estado foram desenvolvidos procedimentos para cada agência, 22 endereços entre filiais e franquias ao todo. “Ficamos preparados. Quando a prefeitura lançou o decreto, em dois dias estávamos prontos para retomar as atividades”, destaca Carlos Eduardo Ruschel. Entre os procedimentos adotados, máscara para todos os funcionários, os espaços com os distanciamentos todos identificados dentro da empresa e indicação de lotação máxima para cada ambiente.

Outro procedimento adotado pela empresa foi a contratação de uma infectologista, que realizou um treinamento com os gerentes, equipes, corretores de imóveis e recepcionistas sobre higiene. Todo sendo preparado para o retorno no dia 25 de maio. “Voltamos todos bem engajados. De certa forma, preocupados, mas querendo voltar ao trabalho”, relembra o diretor. Ele complementa: “Tivemos uma boa retomada de negócios nessas três semanas. Claro que há um pouco de demanda reprimida, mas também um volume de negócios bem razoável”, destaca.

Conforme revelado por Ruschel, alguns departamentos ficaram home office de forma definitiva. “A empresa tomou algumas decisões de terceirização e que já foram implementadas”, explica. As mudanças já estavam nos planos da empresa e, com a pandemia, foram antecipados. De acordo com o gestor, algumas rotinas que já vinham sendo estudadas em uma velocidade menor acabaram sendo postas em prática.

Dois motivos levaram a empresa a fazer adequações no quadro de funcionários. O primeiro, segundo o diretor, foi a mudança para alguns processos digitais que já estavam nos planos. O outro motivo foi a inevitável redução no volume de negócios. “Éramos síndicos e gestores em alguns condomínios e tivemos contratos cancelados ou suspensos. Nestes casos, não tínhamos como manter o funcionário. Foi por uma redução de demanda, e não só por uma questão de custo”, justifica o administrador.

Para Ruschel, o “novo normal” não será tão fácil. “Eu tenho funcionário que não tem espaço físico para trabalhar. Nós tivemos que pegar mesas e cadeiras e levar para a casa dos funcionários por que estavam trabalhando sentados em banco de cozinha, pois a casa não estava preparada”, conta. O gestor ressalta ainda que é necessário amadurecimento tanto do empregador como do funcionário para o home office. “Por experiência própria, tenho dificuldade para parar de trabalhar e fazer um intervalo. Estou sempre com a sensação de ter deixado algo pendente”, finaliza.

 

Texto original publicado no site da Associação Comercial de Porto Alegre.

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